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R O E D O R E S

Os ratos pertencem a Ordem Rodentia, que abrange todos os roedores. Das mais de 1.700 espécies distribuídas pelo mundo, cerca de 125 estão classificadas como pragas e 3 são de grande importância para o homem. São elas: Mus musculus, Rattus norvegicus e Rattus rattus. Estas espécies costumam ocorrer isoladamente, porém em algumas situações podemos ter até duas espécies infestando uma determinada área.

Desde os tempos mais remotos do Egito e Mesopotâmia os ratos sempre conviveram com o homem tanto no campo como nas cidades, sendo chamadas de espécies sinantrópicas, devido à convivência com o homem, contra a vontade dele. A Organização Mundial da Saúde estima prejuízos na ordem de US$ 10,00 para cada roedor e pressupõe-se a existência de 3 roedores por habitante. No caso do Brasil que possui cerca de 170,0 milhões de habitantes(2004), o prejuízo anual esperado está acima de US$ 4,0 bilhões.

Estes animais competem diretamente com o homem por alimentos uma vez que atacam culturas e produtos armazenados. Estima-se uma perda anual de até 8% da produção mundial de cereais e raízes, estima-se também que cada roedor consuma por dia o equivalente a 10% de seu peso. As perdas ainda podem ser maiores se considerarmos a contaminação dos alimentos por urina e fezes e o desperdício pelo rompimento de sacarias e outras embalagens, o mesmo acontecendo com os farelos e rações animais. Países importadores com rígidos níveis de higiene podem condenar toneladas de alimentos pela simples presença de alguns poucos montículos de excrementos, acarretando elevados prejuízos.

Diversos setores da cadeia produtiva agropecuária também sofrem a ação destes roedores, como nas indústrias de aves e suínos, refinarias de óleos, usinas de álcool e açúcar, fábricas de rações, granjas, locais de armazenamento, lavouras, pequenas criações.

A presença destes roedores em nosso meio ainda pode acarretar outros problemas como os acidentes devido aos danos causados em fios e cabos de máquinas e instalações elétricas.

A presença de ruídos e chiados em ligações telefônicas se devem muitas vezes aos ratos. Cabos e fios danificados perdem a capacidade de transmissão e ficam sujeitos a umidade e ação de outros agentes, como as formigas. Diversas instituições têm pesquisado materiais resistentes a ação de roedores. O revestimento de cabos com fibra de vidro desestimula o roedor, uma vez que as farpas de fibra machucam a boca dos mesmos. Os ratos têm a necessidade de roer, para gastar os dentes que crescem incessantemente. Os ratos são ainda responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças ao homem. A Organização Mundial da Saúde já catalogou cerca de 200 doenças transmissíveis, destacando-se a leptospirose, tifo, peste bubônica, febre hemorrágica, salmonelose, nefrite epidêmica, sarnas, micoses, helmintíases entre outras. Os ratos (Rattus norvegicus e Rattus rattus) urinam várias vezes ao dia e em pequenas quantidades, aproximadamente 40 vezes. Com esta informação e estes sendo vetores de doenças, podemos calcular quantos possíveis focos de contaminação estariam disseminados pelo ambiente.                               

 

Exemplo: 10 ratos x 40 (urinadas ) x 365 dias/ano =                   

146.000 focos disseminados.

 

OS RATOS ESTÃO CLASSIFICADOS COMO:

REINO: Animal

RAMO: Chordata (VERTEBRADOS)

CLASSE: Mammalia (MAMÍFEROS)

ORDEM: Rodentia (ROEDORES)

SUB ORDEM: Myomorpha

FAMÍLIA: Muridae (Rattus norvegicus, Rattus rattus, Mus musculus)

Ratos e camundongos possuem uma capacidade adaptativa que os credenciam sobreviverem e proliferarem nos mais diversos ambientes, igual ao homem.

São altamente prolíficos, resistentes e possuem uma extrema habilidade corporal que permite transpor obstáculos e caminhar sobre cordas e fios.

Alimentam-se de diversos produtos de origem vegetal e animal, diariamente consomem aproximadamente um décimo do seu peso em alimento.

Possuem dois pares de dentes incisivos, que crescem até 3 mm por semana, necessitando roerem objetos resistentes como cabos elétricos, madeira, plásticos e concreto, a fim de desgastar os dentes.

 Algumas espécies de roedores (Rodentia) associadas com ambientes de armazenamento, que ocorrem na América do Sul.
Família Espécie
Cricetidae Akodon azarae
Calomys calossus
Calomys laucha
Calomys musculinus
Oryzomys flavescens
Muridae Mus musculus
Rattus norvegicus
Rattus rattus

 

PROBLEMAS OCASIONADOS PELOS ROEDORES NOS ARMAZÉNS

– Consumo direto de alimentos;

– Contaminação e danos nos alimentos.

Danos estruturais – Transmissão de doenças

Fontes de reinfestação em áreas adjacentes Custos associados com a operação de controle.

 

BIOLOGIA E COMPORTAMENTO

Os roedores possuem uma grande capacidade reprodutiva, sendo limitada apenas por certos fatores como doenças, falta de alimento e abrigo. São dotados de uma série de características sensoriais e físicas. Para conhecer melhor a biologia e comportamento dos roedores, os seguintes tópicos foram selecionados:

HABILIDADES SENSORIAIS

O olfato é uma habilidade sensorial muito apurada nos roedores. Costumam marcar as trilhas, as quais percorrem podendo delimitar áreas e detectar condições favoráveis ao acasalamento. Não estranham o odor do ser humano. O tato é um dos sentidos mais desenvolvido nos ratos, principalmente devido à presença dos pêlos sensitivos, presos ao focinho, e pêlos tácteis, ao longo do corpo. Os pêlos sensitivos permitem-lhes orientar-se no escuro, enquanto os pêlos tácteis possibilita-lhes percorrer superfícies de difícil equilíbrio como o caso de fios e cabos elétricos.

A audição é muito aguçada e sensível a ruídos estranhos, habilidade muito importante devido ao hábito noturno. Os ratos podem adaptar-se aos ruídos e também aos ultra-sons. A visão é adaptada para ambientes escuros, são sensíveis as luzes e não enxergam muito bem, não percebem as cores, somente as variações de claro e escuro.

O paladar é altamente desenvolvido podendo discriminar e memorizar os diferentes gostos, rejeitando alimentos estragados e identificar raticidas misturados ao alimento.

 

HÁBITOS ALIMENTARES

As ratazanas e ratos-de-telhado (Gênero Rattus) analisam o alimento antes de consumí-lo.  Iscas ou outro alimento colocados junto à trilha são observados cuidadosamente.

Estes ratos ao desconfiarem não devoram o alimento no aguardo de um rato mais jovem ou inexperiente consumir o alimento, caso o observador note sinais de doença no primeiro rato, este rejeita o alimento e “avisa” os demais da colônia do perigo presente.

Não acontecendo nada de anormal com o primeiro rato, os demais se aproximam e consomem o alimento junto à trilha.

Muitas vezes estes roedores levam alguns dias para consumirem alimentos estranhos. Já o camundongo é uma espécie muito curiosa a mudanças que ocorram ao seu redor.

Os camundongos necessitam de pouca água.

As ratazanas e ratos-de-telhado precisam de um bom suprimento de água, principalmente quando consomem muito alimento seco (cereais, grãos, farelos).

 

ESTRUTURA SOCIAL

Os ratos são animais que vivem em grupos e convivem em colônia que consiste de pequenas famílias com um macho adulto dominando uma ou mais fêmeas adultas e suas respectivas ninhadas. Os machos dominantes protegem a área pertencente à colônia dividindo-a pelo número de ninhos existentes.

O território da colônia nem sempre é uma área delimitada e fechada, sendo constituída apenas de trilhas marcadas por urina e secreções que servem de orientação. Os ratos dominantes da colônia são machos e fêmeas mais forte e em idade de reprodução, e os dominados os ratos jovens ou muito velhos.

Os machos dominantes expulsam os outros machos os quais permanecem à margem do território, alimentando-se das sobras do dominante. Porém ao identificarem uma nova fonte de alimento (iscas) no território, o dominante espera o dominado ingerir parte deste novo alimento no aguardo de sinais que indiquem que este alimento é seguro. Por isso que os raticidas que possuem efeito imediato demonstram resultado satisfatório no início do controle, e após um período reaparece a infestação com os ratos sobreviventes, ou seja, os dominantes que não ingeriram a isca e passam a rejeitá-la e o local em que se encontrava.

O comportamento social destes roedores confere a colônia um maior número de fêmeas, maior taxa de reprodução e localização estratégica dos ninhos em relação às fontes de alimento e água. A disponibilidade de abrigo, alimento e água determinam o potencial da colônia, podendo ser maior ou menor o número de indivíduos. As áreas urbanas no modelo atual propiciam condições ideais para a proliferação destes roedores. O lixo acumulado e os lixões constituem-se em uma grande fonte alimentar para estes animais. A água pode ser obtida nos alimentos, córregos, redes fluviais, vazamentos e caixas d’água descobertas. Pela facilidade em cavar e escalar estes roedores encontram com facilidade locais para construção e/ou instalação de seus ninhos.

Onde ocorre abundância de alimento podemos encontrar mais de uma espécie de roedores. No caso de limitação de alimento geralmente encontramos uma única espécie.

A alta taxa reprodutiva, rápida maturação sexual e grande número de filhotes em cada gestação são alguns dos fatores que favorecem a explosão populacional destes roedores.

Os fatores que limitam o crescimento populacional são principalmente a disponibilidade de alimentos e a ação do homem no controle destes animais.

Os cães e gatos domésticos não representam um fator eficiente no controle populacional de roedores.

A quantidade de roedores nas diferentes faixas etárias, em uma colônia varia com a taxa de reprodução, mortalidade e migração, que são diretamente afetados pela disponibilidade de alimento, abrigo e água; doenças e parasitas dos roedores e a ação do homem.

O crescimento de uma colônia ocorre lentamente no seu início e rapidamente após um certo período, até os recursos no território da colônia ficarem limitados.

O superpovoamento do espaço territorial acarreta luta entre os roedores, queda na taxa de fertilidade das fêmeas, canibalismo com os recém-nascidos e como conseqüência destes fatores o declínio da população.

Por último ocorre a migração para outras áreas com melhores condições de sobrevivência, podendo ser interpretada até como uma dispersão forçada, destes roedores. Após o retorno do equilíbrio no territorial da colônia, esta volta a crescer acentuadamente até esgotar novamente os recursos disponíveis e as conseqüências acima mencionadas voltam a ocorrer.

CONTROLE

A presença de roedores está associada à disponibilidade de alimento, água e abrigo. Acrescentando a estes fatores as características comportamentais e reprodutivas destes animais encontramos uma situação em que o controle somente alcançará o efeito desejado com a adoção de medidas integradas.  O controle integrado de roedores envolve basicamente as seguintes etapas:

INSPEÇÃO COMO FATOR DE CONTROLE

A  inspeção é realizada em toda área a ser protegida contra estes roedores, além de uma análise dos fatores externos (vizinhança) que podem estar contribuindo para a infestação. Um estudo das instalações se faz necessário com a confecção de um croqui para demarcação das áreas críticas, além de uma entrevista com as pessoas familiarizadas com a rotina do local e as atividades visíveis dos roedores. A inspeção fornecerá informações que ajudarão na identificação da espécie presente, nível de infestação, dimensionamento dos fatores que favorecem a presença desses animais: alimento, água e abrigo.  Alguns sinais deixados pelos roedores auxiliam na sua identificação, tais como: fezes, danos ocasionados, marcas deixadas no local, trilhas, pegadas, tocas e constatação visual de roedores vivos ou mortos. A determinação do nível de infestação irá auxiliar no dimensionamento do controle a ser realizado, podendo ser realizado através de armadilhas para captura, alimento consumido, ou avaliação da presença de sinais de atividade dos roedores.

 

Aspectos visuais de fezes de alguns roedores:

Ratazana (Rattus norvegicus): São de pontas Rombas;

Rato de Forro (Rattus rattus): São de pontas afiladas;

Camundongo (Mus musculus): Finas semelhantes as de baratas.

 

ADOÇÃO DE MEDIDAS SANITÁRIAS PARA CONTROLE

A eliminação de fontes de alimentos e higiene é essencial para o controle.

  • Manter a área externa limpa: sem entulhos, materiais empilhados (madeira, canos, telhas), mato e grama devidamente aparados, poda de galhos de árvores que se projetem sobre a construção.
  • Eliminar ou proteger as fontes de água: fossos, valas, poças estagnadas, poços, caixas d’água e outros reservatórios.
  • Armazenamento adequado e protegido: cereais e forragens, alimentos, rações.
  • Acondicionamento do lixo em recipientes à prova de roedores, ou de difícil acesso.
  • Manutenção adequada das instalações hidráulicas e rede de esgoto.

 

MANEJO DO AMBIENTE

Envolve medidas que mantenham os roedores do lado externo da construção, requerendo, às vezes, alterações na edificação.

  • Fechar todos os orifícios nas paredes externas com argamassa.
  • Instalar dispositivos de auto fechamento nas portas mais utilizadas.
  • Proteger vãos sob as portas ou janelas, com telas ou chapas galvanizadas.
  • Instalação de golas metálicas em pilastras e colunas

CONTROLE QUÍMICO

Atualmente é o método mais utilizado para eliminação de infestações existentes. Consiste na utilização de substâncias tóxicas incorporadas a iscas que serão oferecidas em locais de trânsito ou de visitação destes animais. As substâncias contidas nas iscas também são tóxicas para outros mamíferos como gatos, cães e o próprio homem. As principais categorias de produtos rodenticidas são a de produtos de contato corporal, iscas raticidas de ação aguda, iscas raticidas de ação prolongada com anticoagulante de dose única ou dose múltipla.

O anticoagulante é uma substância química que impede a coagulação normal do sangue, podendo provocar hemorragia e causar a morte quando ingerida por um animal acima de uma determinada dose.

 

 

FORMULAÇÃO DE ISCAS:

Pós de contato, iscas, blocos parafinados.

Iscas: tem a função de atrair o roedor (olfato) e induzí-lo a consumir de forma contínua (paladar), de forma até desestimulá-lo a consumir seu alimento habitual em função da isca.

Algumas iscas são constituídas de cereais quebrados, farinhas ou peletizadas.

A escolha do componente atrativo da isca deve levar em consideração os hábitos alimentares da população de roedores que se pretende controlar. São realizados testes de preferência entre diferentes tipos de formulação objetivando-se aquela de maior aceitação.  Os roedores preferem partículas de tamanhos maiores, que permitem uma mastigação consistente, rejeitando muitas vezes os farelos. A coloração da isca é determinada por fatores de segurança para os seres humanos e principalmente crianças, onde a cor não deve ser um fator de atração.

Muitas iscas possuem a coloração azul ou verde. Um componente amargo chamado Bitrex é incorporado em muitas iscas visando afetar a palatabilidade para crianças e animais domésticos, causando uma rejeição a isca. Os roedores não possuem sua palatabilidade afetada com esta substância, porque estes animais apreciam gostos extremos (muito doce, muito amargo).

Segundo algumas testes as iscas farináceas são menos preferidas que as peletizadas que por sua vez são menos preferidas pelas de grãos integrais; porém não devemos esquecer um fator importante, os roedores possuem olfato e paladar apurado escolhendo seu alimento. Se houver grande disponibilidade de alimento na área, as iscas terão dificuldade em atingir o controle desejado por uma questão de competição.

Pó de contato: é formulado com um pó muito fino para ser polvilhado na soleira de tocas, ao longo de trilhas e demais pontos freqüentados pelos roedores. Ratos e camundongos ao entrarem em contato com o pó, carregam este aderido ao corpo até o ninho. Uma vez no ninho estes animais realizam a limpeza habitual de seus corpos lambendo o pelame, ingerindo então forçadamente o pó. Esta formulação não tem caráter de atratividade, uma vez que o contato é desapercebido pelos roedores, não competindo com o hábito alimentar já estabelecido destes animais. Esta formulação não deve ser aplicada próxima a alimentos e em locais de trânsito de animais domésticos e pessoas, sendo de venda exclusiva para empresas especializadas.

Blocos parafinados: também são iscas, porém recebe uma substância impermeabilizante, geralmente a parafina. Esta impermeabilização confere uma maior durabilidade da isca em condições de chuva, excesso de umidade e calor, fatores estes comuns em países de clima tropical. Possuem uma vantagem que é a de fácil fixação. 

 

P R E C A U Ç Õ E S

  • Todos os raticidas são tóxicos
  • Verifique antes de realizar a desratização se todos os reservatórios de água estão bem fechados, incluindo as caixas d’água.
  • Após a desratização da área deve-se recolher as iscas remanescentes e destruí-las.
  • Cadáveres de roedores devem ser eliminados, podendo-se enterrá-los evitando o acesso de cães.
  • Não estoque raticidas junto a alimentos, Compre somente o necessário.
  • As iscas devem ser colocadas em locais inacessíveis para crianças e animais domésticos (os blocos amarrados com arame)
  • Utilize somente produtos devidamente registrados pelo órgão competente (Ministério da Saúde)

 

CONTROLE MECÂNICO

Consiste na utilização de sistemas de proteção física contra a entrada de roedores na área, e sistemas de captura para remoção e posterior eliminação destes roedores. Devemos eliminar aberturas ou frestas maiores que 0,5 cm impedindo a passagem dos ratos, instalar mecanismos para impedir o refluxo de efluentes nos vasos sanitários, colocação de dispositivos impedindo a escalada em fios, paredes, tubulações, encanamentos e até mesmo em palmeiras localizadas nos jardins. Dispositivos de captura podem ser distribuídos estrategicamente pela área, como ratoeiras, armadilhas adesivas e gaiolas com entrada única. O tamanho do dispositivo deve ser proporcionalmente resistente à espécie que se pretende capturar. Utilização de barreira elétrica tem como limitante o custo, manutenção e riscos de acidentes.

 

ARMADILHAS ADESIVAS 

Vantagens:

  • As armadilhas adesivas consistem de uma placa com uma cola de alta aderência em sua superfície, na qual o rato fica preso.
  • Armadilhas adesivas: É um método de captura e controle de roedores. A posição correta da armadilha influencia diretamente na eficiência da mesma. Alguns fatores como a poeira, gordura e sujeira podem limitar a eficiência das armadilhas adesivas.
  • Prendem tanto ratos como camundongos, cujos pêlos e ectoparasitos também podem ficar presos na cola.
  • Não há riscos para crianças, animais e operadores.
  • Não possuem restrição de uso, podendo ser utilizadas em áreas de alimentação e fabricação de medicamentos.
  • Não necessitam de manutenção, pois são descartáveis, não possuem cheiro ou odor estranho, pode suportar altas temperaturas. 

 

Desvantagens:

  • Deve ser trocada mensalmente devido à exposição à poeira.
  • A armadilha adesiva não pode ficar em lugares sujeitos a molhamentos constantes.
  • Devem ser estocadas em locais frescos e não sujeitos a altas temperaturas.
  • Deve ser utilizada como alternativa associada a outras técnicas de controle.

 

RATOEIRAS

São dispositivos para ferir mortalmente o roedor e cujo mecanismo consiste numa alavanca mantida sob tensão por uma mola. É uma alternativa em situações de restrição ao uso de raticidas químicos.

As ratoeiras devem ser colocadas na trilha ou pontos de passagem dos roedores, indicadas também para pequenos ambientes com baixa infestação.

Deve-se distribuir várias ao mesmo tempo para que o controle seja realizado em poucos dias e cobrir parte do mecanismo com papel ou pano para não assustar os roedores.  Inspecionar diariamente removendo os roedores capturados rearmando os gatilhos das ratoeiras.

 

CONTROLE FÍSICO

A utilização de aparelhos que emitem ultra-som segundo diversos autores devem ser melhor estudadas para uma conclusão definitiva sobre esta técnica. Porém os mesmos autores apresentam algumas limitações dos aparelhos de ultra-som com relação a sua eficiência no controle de roedores.

  • Direcionalidade: sons de alta freqüência não são refletidos ao redor de objetos sólidos.
  • Atenuação: o ultra-som é absorvido pelos materiais sólidos.
  • Intensidade: a intensidade efetiva de um ultra-som para o controle de roedores, pode ser prejudicial ao homem.
  • Aplicabilidade: restrito á áreas fechadas.
  • Familiarização do roedor: a aversão inicial pelos ratos e camundongos é rapidamente superada.
  • Custo benefício: sem estudos específicos.

 

MÉTODOS DE PREVENÇÃO

As medidas preventivas englobam todos os mecanismos mecânicos de controle e medidas de higienização. Alimento e abrigo são os fatores essenciais para promover a infestação destas pragas numa determinada área, eliminando-se estes fatores podemos evitar a presença indesejável destes roedores. Algumas medidas devem ser empregadas na rotina diária como, por exemplo: remover diariamente o lixo, acondicionar corretamente os alimentos, não jogar lixo em terrenos ou córregos, manter os jardins em bom estado de conservação, remover os entulhos, vedar devidamente esgotos e canais efluentes desativados, não acumular materiais em locais como depósitos e garagens. A presença de ratos em nosso meio se deve muitas vezes as condições favoráveis fornecidas pelo próprio homem.

RATAZANAS:

Rato de esgoto, gabirú,  rato pardo (Rattus norvegicus)

O gênero Rattus abrange 56 espécies sendo que somente algumas poucas causam problemas ao homem. Estes roedores são tipicamente generalistas, exibindo ampla preferência por habitats e alimentos. São as espécies em maior número dentre os mamíferos presentes em várias regiões do planeta.

O adulto possui corpo robusto com 18 a 25 cm de comprimento podendo pesar de 250 a 600 gramas. Com pêlos ásperos, orelhas pequenas e arredondadas, olhos de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas possuem calos lisos e membranas interdigitais. A cauda é grossa e peluda medindo 15 a 21 cm. São de hábito noturno e transitam com extrema cautela sendo difícil visualizar suas atividades. Possuem um raio de ação de 30-45m em relação ao abrigo.

Possui uma vida média de 02 anos sendo sexualmente maduro entre 60-90 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 22 a 24 dias com 08 a 12 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 08 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Vivem em colônias que agregam até algumas centenas de indivíduos em territórios definidos, e com a presença de dois grupos distintos, os dominantes e os dominados.

Em caso de competição com outras espécies (Rattus rattus) a espécie Rattus norvegicus geralmente predomina pelo maior porte e agressividade.

Devido à falta de alimento pode ocorrer competição entre colônias. Seus ninhos geralmente se localizam em tocas ou galerias escavadas no subsolo, onde encontramos pêlos, fezes, restos de alimentos e outros detritos. Fazem suas trilhas ao ar livre formando sulcos no solo e desgastando a vegetação rasteira, buscando água e alimento.

A planta dos pés é estreita e sem estrias. Encontramos mancha única de atrito corporal junto ao solo, paredes e muros.

As fezes são em forma de cápsulas com extremidades rombudas. Pode-se encontrar sinais de roedura em alumínio, chumbo, argamassa, madeiras próximas ao solo.

São animais onívoros e consomem diariamente 20 a 30g/dia de alimento, que pode ser lixo orgânico, cereais, raízes e carne. Consomem de 15 a 30 ml de água/dia.

São excelentes escavadores construindo galerias no subsolo com várias saídas. Devido ao hábito noturno deve-se remover diariamente o lixo e indisponibilizá-lo no período da noite evitando suas visitas ao local. Esta espécie é freqüentemente encontrada em beira de córregos e rios, terrenos abandonados, jardins sem manutenção adequada, rede de esgoto e galerias fluviais, depósitos de lixo e entulhos diversos, próximo às linhas férreas.

 

RATO DE TELHADO:  

Rato preto, rato de paiol, rato de forro, rato de navío (Rattus rattus)

O adulto possui corpo esguio com 16 a 21 cm de comprimento podendo pesar de 80 a 300 gramas. Com pelagem delicada e dorso preto ou cinza, orelhas e olhos grandes e salientes em relação à cabeça.

As patas possuem calos estriados e sem membranas interdigitais.             A cauda é fina em chicote com poucos pêlos medindo 19 a 25 cm.

São de hábito noturno e escalam com extrema facilidade. Possuem um raio de ação de 30-60m em relação ao abrigo.

Possui uma vida média de 18 meses sendo sexualmente maduro entre 60-75 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 20 a 22 dias com 04 a 08 ninhadas por ano.

Cada ninhada possui de 07 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano.

Os ninhos são geralmente acima do solo nos sótãos, forros das casas, arbustos, sacarias, frestas de muros, armazéns, porões de navios e nas áreas portuárias.

Junto aos muros e madeiramento do telhado encontramos, muitas vezes, fezes e manchas de gordura causadas pelo atrito do corpo nestes locais.

Em locais elevados, junto a vigas, canos e colunas encontramos mancha dupla nos locais de manobra, para contornar obstáculos.

As fezes são afiladas. De hábito onívoro consomem diariamente de 15 a 30g de alimento/dia, concentrando sua dieta em legumes, frutas, cereais, raízes e pequenos insetos. Consomem de 15 a 30 ml. de água/dia.

 

CAMUNDONGO:

Catita, ratinho caseiro (Mus musculus)

O adulto possui corpo delgado com 8 a 9 cm de comprimento podendo pesar de 10 a 21 gramas. Com pelagem delicada e sedosa, orelhas grandes e salientes em relação à cabeça afilada, olhos pretos e salientes de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas são escuras e sem membranas interdigitais.

A cauda é fina e sem pêlos medindo 8 a 10 cm. São de hábito noturno e escondem-se com extrema facilidade em locais estreitos e de difícil acesso. Possuem um raio de ação de 03 a 09 m em relação ao abrigo.  Possui uma vida média de 12 meses sendo sexualmente maduro entre 42-45 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 19 a 21 dias com 05 a 06 ninhadas por ano.

Cada ninhada possui de 4 a 8 filhotes com uma média de sobrevivência de 30 filhotes após o desmame por fêmea/ano.  Os ninhos são geralmente terrestres e acima do solo, geralmente no interior de residências.

Realizam seus ninhos em guarda-roupas, frestas de rodapés, prateleiras de livros e móveis em geral, onde notamos a presença de pêlos, restos de alimentos, fiapos de pano, papel e outros detritos.

Escalam com facilidade abrigando-se em despensas, armários, espaços internos nas paredes e depósitos.  Alimentam-se de cereais, farelos, pão e queijos (3 g/dia) e possuem pouca exigência quanto ao consumo de água.  As fezes são em forma de bastonete. As roeduras são delicadas, geralmente grãos parcialmente roídos e abandonados. (Bill Andersen-especialista em Pragas Urbanas).

 

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